Raisparta…

Porra!
Eu sabia que não conseguia fazer soufles nesta altura do mês.
Sabia que não conseguia bater claras em castelo.
Mas as putas das natas podiam ficar chantilly que a sobremesa de hoje ia ser swirl de morango… :(

Das séries

Estamos numa semana muito difícil. Todos os anos é a mesma treta.
Chega maio, chega o calor e só se vê em todo o lado “Season Finale”. E seguem-se meses e meses de espera até ao regresso.
Ora eu, viciada em 3894304545902 séries diferentes, sofro verdadeiramente com isto. E quase me apetece gritar-”lhes”
ao dinheiro que vocês ganham não deviam ter direito a férias!!!
Mas numa das que sigo há muitos anos, Desperate Housewives, não vi o “Season Finale”, mas sim o “Series Finale”.
E o que mais marcou em tudo foi mesmo o Johnny Mathis:

Que não fique nada por dizer…

Ando uma lamechas de primeira…


(Provavelmente será necessário “algum” zoom…)

Quero

Quem passar num boticário faça o favor de amandar praqui, sim?

Imagem roubada de um blog que já não sei qual é, dos 89976567902 que sigo no bloglovin…

O tal do karma…

… é bem fodido!
Hoje, às 9 e pouco da manhã, 3 estranjas que não percebi bem de onde eram (Romenos, Ucranianos, Russos, todos eles para os meus ouvidos falam o mesmo) quiseram dar-me a volta por 2 euros. Dois.
Três pessoas sabiam que tinham de pagar DOIS euros mas fizeram de conta e não e não e não pagamos e tal e coiso e prontes.
Poderia ter-me chateado e exigido o valor em falta, mas por um valor desses até fiz de conta, assobiei para o lado a mesma melodia que eles e deixei-os ir como se nada soubesse.
Pois que se passou cerca de meia hora desde que isso aconteceu e eles voltaram.
Um deles perdeu o BI e estão desesperadinhos. Precisam, muito provavelmente, de ir a Marrocos-Português porque não há embaixada aqui no Porto.
E vão meter-se em bastantes mais despesas do que €0.6666666666666667 por pessoa…

Oh god…

E ao primeiro dia do mês de maio do ano de 2012, a “cria cria” o seu facebook.
Com muitas regras, obviamente, e também com a minha supervisão, mas fá-lo.
E eu saio para o trabalho e volto 10 horas depois. E apercebo-me que não vou conseguir controlar tanto (que é como quem diz, tudo).
Carago, as crianças escrevem quase enciclopédias por dia! E se ela sabe que não pode ter fotos dela, como controlar as fotos que as amigas põem?
Não gosto disto. Não gosto de vê-a crescer tão depressa. Não gosto de sentir que já não controlo tudo.
Quero-a pequenina outra vez. Muito pequenina. Sem interagir. Sem mais nada no mundo dela a não ser eu.
Estou frustradíssima…

Frase do dia

Fé para mim é somente a última sílaba daquilo que me acorda de manhã.

A Tia B.

A Tia B. era tia de todos nós há muitos anos. Fazia parte da família de cada membro do “gang”. Um gang de betinhos, forinhas, malucos, insanos até.
A Tia B. participava das nossas conversas. Ouvia as histórias das mocas e contava as histórias dela. Quando tinha “a nossa idade” (falamos de um intervalo de tempo de há 17 anos para cá) a Tia B., numa altura em que tal era impensável, saía de casa e voltava meses depois sem dar notícias a ninguém. Uma vez foi até na comitiva de um presidente da república para o Brasil. Avisou a família meses depois.
A Tia B. gostava de beber uns copos e fumava como uma chaminé. Passava dias e dias e dias (pelo menos TODOS desde que a conheço) a escrever. Folhas soltas, letra ilegível. Podíamos até ter ali uma Saramaga, estórias tinha ela aos milhares para contar.
A Tia B. tinha um apartamento em Lisboa onde fiquei quando fui ver os Pearl Jam a um estádio qualquer que já nem me lembro. Mas lembro-me de tudo no apartamento. Do cinzeiro (Fuma Querido), do candeeiro que funcionava com toques, da moca gigantesca.
A Tia B. ligava-me e pedia que lhe levasse folhas, “daquelas branquinhas do computador”, para escrever.
A tia B. casou aos 63 anos com um juíz comendador de 85 anos. Disse que não casaria se não fosse assim. Viveu a vida como mais ninguém o fez.
E há cerca de 6 meses, com 82 anos, a Tia B. foi pela primeira vez na vida ao médico. Para descobrir que tinha um cancro e 6 meses de vida. Recusou tratamento, recusou ir a hospitais até ao fim. Nunca teve uma dor, esteve sempre bem, apesar de já não conseguir andar porque “a perna direita já não funciona”.
Há 2 noites, a Tia B. esteve bem o dia todo. À noite delirou, falou sozinha, despediu-se da vida como só ela o sabia fazer.
Ontem a Tia B. partiu em paz. Sem dor, sem sofrimento. Como merecia uma vida destas.
Deixou numa agenda uma lista de nomes de “VIPS” que incluíam todos os cafés aqui dos arredores. Não havia um único café na zona das Antas que não tivesse tido o privilégio de ter a Tia B. a escrever lá. Todos os funcionários de todos os cafés daqui conhecem a Tia B.
E o meu nome estava na lista também. Porque a Tia B. era a tia de todos nós e por isso era minha também. E eu sua um bocadinho.

Mas tu julgas que estás a falar com quem???

Plagiadíssimo do blog do Aniceto, um vídeo de 2007 e que agora, 5 anos depois, tem mais uns números nas contas.

Toma cuidado com o que dizes…

Hoje de manhã, em conversa com o M., dizia-lhe “estou no auge”, referindo-me ao momento extremo de felicidade pelo qual estava a passar.
Gosto do emprego, amo o marido, estou bem com a família e os amigos. Tinha inclusive planos para um futuro mais próximo.
Não me sentia tão bem há muito tempo, se é que o fiz anteriormente.
Ao final da tarde a L. liga. Em princípio o hostel fecha no final do mês.
E eu volto ao mesmo.

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