Há dias assim

Dias que parecem não acabar.
Dias em que a vontade de ficar na cama é maior do que outra coisa qualquer.
Hoje não fui ao escritório. De manhã fui à CdM tentar arranjar um pouco de solidariedade. Que não encontrei.
Saí de lá cansada, com vontade de voltar para a cama.
Felizmente deram-me nessa altura uma outra tarefa, que envolvia não estar no escritório. E por isso hoje não convivi com a falta de computador, com o frio ou com as formigas.
Quando o boss me ligou à tarde, numa de “onde raio estás tu?” deu-me algum prazer dizer que estava a trabalhar numa biblioteca.
Mas mais cedo ou mais tarde a conversa vai ter de evoluir para o “as coisas não estão a resultar entre nós, está na altura de vermos outras pessoas”.
Queria muito que esse dia chegasse sem ter de passar por ele.
Queria já não trabalhar ali sem ter de lhe dizer na cara porque quero tanto sair.
Estou cansada, desmotivada, triste, frustrada.

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Gandhi

Mahatma Gandhi, as you know, walked barefoot most of the time, which produced an impressive set of calluses on his feet. He also ate very little which made him rather frail and with his odd diet, he suffered from bad breath. This made him… what? … A super calloused fragile mystic hexed by halitosis!

Pela lógica…

O computador do escritório não presta.
Ok, tirando o facto de ser um windows, que só por si já é razão mais do que suficiente para ser um lixo, é um windows da Chip7. Que avaria regularmente, sem pré-aviso.
Ora eu, já meia habituada a estas coisas, estou constantemente a relembrar o boss da necessidade de fazer backups regulares, para quando o computador avaria.
Assim como estou farta de pedir remédio para matar formigas e farta de desejar um aquecedor, mas parece que vou ter de continuar a matá-las com a borracha e a trazer a manta IKEA para o trabalho.

Sim, eu trabalho com uma manta que trago de casa…
As condições de trabalho em que me encontro neste momento são mais ou menos estas:
chove torrencialmente lá fora o que faz com que chova DENTRO das galerias comercias onde o escritório fica.
O cheiro a mofo, a podre, a bolor e humidade no sítio onde estou é indescritível.
Depois, tenho de trazer uma manta de casa porque o frio é, muitas vezes, maior do que lá fora.
Tenho o escritório cheio de formigas porque o boss decide deixar embalagens de iogurte vazias e caroços de maçã no caixote do lixo, apesar de já lhe ter pedido para não o fazer (e reforço a ideia de que já lhe pedi várias vezes qualquer coisa para matar estes bichos).
Tenho de trazer o meu computador de casa porque o computador está na CHIP7, onde costuma ir uma vez por semana para que eles possam chupar mais uns euros à empresa, já que não o arranjam e ele volta lá sempre na semana seguinte.
Como não tenho backups de nada (sim, o boss ainda não comprou o disco que tantas vezes pedi) estou neste momento a fazer algo que já fiz 3 vezes e que só sei que agora fica feito porque está no MEU computador…

Não há nenhum sítio onde possa exigir melhores condições de trabalho?
Tipo… Ninguém conhece um Pingo Doce onde precisem de alguém para a caixa?
Eu vou!!!

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHH!

Acabei de trincar uma formigaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! (E sim, é picante como dizem…)

Ainda a propósito de casamento…

… mais precisamente do casamento do F., de quem falei há dias.
A história vai ficando mais estranha a cada dia que passa. Não bastava ser um casamento marcado 2 semanas após se terem conhecido (e pelo que me parece não houve aqui gravidez a influenciar), parece-me que os moços se conheceram pela net.
Ok, nada contra, eu própria conheci o meu gajo através de (parafraseando o Mitra) “a merda de um jogo online”.
A internet pode aproximar pessoas, sim, acredito nisso piamente. Mas não pode é substituir uma relação normal, e principalmente é, na minha humilde opinião, preciso conhecer ainda mais a pessoa depois disso…
Como se não bastasse, ela é checa e ele português, o que torna a comunicação deles ainda mais estranha… Sim, ele vai deixar a terrinha para ir viver com ela lá porque, segundo ele,
a carreira dela está mais lançada que a minha.
E por isso a rapariga está até à procura de um apartamento para irem viver os dois.
Ela descreve-o (o apartamento) como:
A verdade é que, enquanto o piso térreo, mas não tem de usar o elevador, que não está lá. Banhá-lo … você durante o cozimento. 
ou ainda:
Quando houver o sol não pode penetrar, mas novamente você não tem que comprar cortinas caro.,
o que, segundo o G., quer dizer que durante o dia não pode haver penetração…
Estou ‘prá’ minha vida com isto tudo e acho que isto só se resolve com uma intervenção à moda antiga…

Beyoncé, Glee e bebés

Há uns tempos andei à procura de séries novas visto que as 527 que vejo estavam todas de férias.
Encontrei na altura o Glee, e, apaixonada como sou por musicais, comecei a devorá-la.
Num dos episódios o Kurt, homossexual a tentar sair do armário, canta (e dança) uma música da Beyoncé que andou na minha cabeça uns tempos e que dizia qualquer coisa como
Cause if you liked it then you should have put a ring on it.
Hoje deliciei-me com este vídeo:

Problemas conjugais

Ele – Já estamos juntos há 2 semanas, está na altura de eu ir embora.
Eu – Não, por favor!!! Fica comigo!
Ele – Não dá. Portugal não é para mim. Aqui está frio e não me sinto bem.
Eu – Mas… Mas tenho posto hidratante todos os dias…
Ele – Desculpa. Eu vou aos bocadinhos.

O meu bronze está a começar a esfolar. Assim, se mais nem menos. Não gosto disto…