Citação de FB

Lido num perfil não tão aleatório como queria que fosse e comentado por uma pessoa… coiso…

É necessário desistir do que queremos para ter o que precisamos.

(Em tom de desabafo: o blog vai andar um pouco ao abandono nos próximos tempos.
Um novo, anónimo, foi criado e vai ocupar grande parte dos meus stresses e confusões mentais. Vocês também não aprendem nada aqui e não!)

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Como caranguejo que sou…

O psicólogo diz que só vou conseguir crescer quando sair da concha.
E que enquanto isso não acontecer vou continuar a fazer merda atrás de merda e a magoar toda a gente.
E eu saí de lá hoje meia assustada e meia com medo mas no shuflle do ipod calhou-me isto e bastou. Adoro!
(E o vídeo pá? Tão bom, tão bom, tão bom!!!)

Ui, tanto!!!


Vi esta imagem num outro blog e não podia deixar de a “roubar”.
Ainda no sábado à noite me aconteceu. Ouvi, amuei por dentro. Queria contestar e não fui capaz. Meia hora depois, a conversar com a E., dizia-lhe
“Mas devia ter dito isto e aquilo”
Pois. Mas não disseste…

Lyoncifica-te!

A partir de agora agradecia que me tratassem por Mariianonce Pokaluyania. Lyoncifiquei-me aqui.

Vamos a votos?

E ela pergunta-me:
“Não te sentiste melhor por teres ido votar?”
E eu respondo:
“Nem por isso. Não adiantou de nada…”
Eu sei, eu sei, já ouvi o discurso um milhão de vezes e não preciso dele. Só para dizer que fui votar pela primeira vez aos 31 anos.
Obrigadinhos.

Tradução do dia (22.Jan.2011)

– I think you should catch up on your reading.
– Acho que devias pôr ketchup no teu livro.

O casaco fofinho

A velhota declina nome completo: «Maria de Fátima da Conceição Pereira.» O candidato, de passagem por Ponte de Lima, experimenta a textura do casaco da idosa: «É… é fofinho», elogia. «Pois é, é fofinho», concorda Maria de Fátima, para logo lhe dizer ao que vinha: «A ver se o Senhor Cavaco me arranjava qualquer coisinha, eu precisava de um bocadinho de reforma…» Alguns riem-se. A mulher olha descoroçoada para o candidato: «Não percebe…»

Cavaco Silva puxa a mulher por um braço: «Esta é a minha senhora. Esta senhora trabalhou praticamente a vida toda.» Maria de Fátima contrapõe, com voz sumida: «Também eu…» O candidato nem a ouve. Tem uma arenga para despachar, não pode perder a oportunidade: «Sabe qual é a reforma dela? Não chega a 800 euros por mês. Foi professora em Moçambique, em Portugal, mas ainda ninguém descobriu, em Portugal, a reforma da minha mulher. Portanto depende de mim, tenho de trabalhar para ela. Mas como ela está sempre ao meu lado e não atrás, merece a minha ajuda.»

Maria de Fátima vê assim «indeferido» o seu pedido de ajuda. Pudera! Quem a manda ir ‘atrás’ – e não ‘ao lado’ do candidato?…

É visível que as muitas dúvidas que têm sido levantadas acerca dos negócios de Cavaco Silva o deixaram de asa ferida e este choro sobre a reforma da mulher é o contra-ataque aos que lhe movem a «campanha suja». Mas contra-ataque vesgo e bisonho que não o deixa mais limpo, pelo contrário.

É pequena a reforma da senhora professora? Há três explicações para isso: ou os professores ganham muito mal – o que não consta; ou a senhora não trabalhou, afinal, «a vida inteira» e está a receber uma fracção proporcional ao tempo de serviço efectivo; ou o cálculo das pensões é um roubo ao trabalhador – coisa que nunca se ouviu Cavaco Silva denunciar em dez anos de primeiro-ministro e cinco de Presidente – mas não percamos a esperança, que ainda falta uma semana de campanha onde vale tudo, até promulgar os cortes salariais de Função Pública e sair à rua a clamar que é uma injustiça, que muitos ricos ficaram de fora!

Como pode um candidato-presidente, perante uma modesta velhinha que teve a infeliz ingenuidade de lhe pedir ajuda na rua, queixar-se de que a mulher tem uma reforma pequenina – e que tem de ser sustentada por si, porque «merece»? Quantas piscinas municipais de chá precisa um homem destes de beber antes de ser digno do lugar que ocupa?

Vá-se lá embora em paz, senhora Maria de Fátima. Vai mais aconchegada no seu casaco fofinho do que com as lamúrias do «senhor Cavaco»

by Oscar Mascarenhas in JN