Já amanhã 

Amanhã começa uma nova etapa. Para mim e para o herdeiro principalmente, mas para toda a família em geral. Eu começo a trabalhar, o herdeiro vai para a ama, a cria passa a estar mais tempo sozinha, a sogra vem cá para casa durante a tarde porque é quem vai buscar o piqueno à ama, o pai vai chegar muitas vezes antes de mim a casa…

Estou feliz e angustiada ao mesmo tempo. Eu gosto de trabalhar (nem que me queixo milhões de vezes disto ou daquilo), eu não gosto de estar em casa sem fazer nada. O trabalho não é uma maravilha, o ordenado não é sequer meio sonho (quanto mais um), mas a rotina e a ocupação fazem-me bem.

Mas foram 9 meses em casa com o herdeiro. 9 meses de “nós”, de mimos, de ligações. E sinto-me tão triste por deixá-lo…

Tenho o coração apertado, tomei meio calmante e vou deitar-me para ver se corre tudo bem. Amanhã comunico!

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E trabalhar, não?


Depois dos planos de negócio com o F. não terem ido para a frente, esta foi a única hipótese que tive de trabalho. Seria uma coisa interessante, diferente, um desafio como eu gosto. 

Mas disse que não. Vamos lá aturar o herdeiro mais uns tempos para depois voltar ao ativo!

01 de Março, 10.15 da manhã

Quando comecei a trabalhar fui “emprestada” a um departamento que tem meses de trabalho em atraso.
Fui para um determinado sítio mas era suposto haver uma coordenação com um outro departamento (o que está a atrasar tudo), em que uma das pessoas ficou responsável por me dar uma formação sobre o programa que utiliza para que as coisas entrem nos eixos. Essa mesma pessoa, funcionária pública, velha, caquética e chata, recusa-se a dar-me essa formação com medo de ser “ultrapassada”.
Logo, em vez de eu poder fazer as coisas que tenho a fazer, tenho de ficar à espera que ela me envie os valores que necessito (em vez de poder ser eu a gerar os mesmos). Ainda por cima, de cada vez que tenho contacto com ela tenho de ouvir coisas como “foram esses olhos que lhe arranjaram o trabalho” ou “a menina, por acaso, sabe fazer contas de somar e subtrair?”.
A puta da velha está a tentar fazer de tudo para me boicotar o trabalho e ainda hoje ligou para aqui a dizer ao meu chefe que eu tinha feito tudo mal (até que ele viu os documentos e verificou que estava tudo certo). Há dias em que ela me deita abaixo, mas o carinho e motivação que recebo diariamente dos meus colegas e chefe (“quereremos que fiques sempre aqui” e coisas do género) fazem com que me vá aguentando bem.
Há pouco, logo a seguir ao telefonema da múmia, colapsei e não por causa dela. A irmã de uma das chefes do departamento “não gostava” do departamento onde estava e pediu para ir para lá.
Ou seja, se eu estou a título de empréstimo porque não têm condições de me manter lá sempre, competir com a irmã de uma chefe é quase impossivel.
Na próxima semana, em princípio, voltam 3 dos 4 colegas que estão de baixa ou férias. E não vai haver trabalho nem posto para as duas.
E agora?

(escrito em papel durante o trabalho. Ou escrevia ou desatava a chorar…)

Eu e os patrões – um caso de estudo

Há alguns anos convenceram-me a abrir o próprio negócio e criar o meu próprio emprego.
Na altura disseram-me que eu era das pessoas mais empreendedoras que por aí andavam, que teria seguramente muito sucesso e mais uma data de elogios às minhas capacidades de me auto-sustentar.
Acreditei porque os resultados de facto não eram assim tão maus.
Na altura, por informações erradas e por minha culpa (porra, que me custa escrever isto, já que a culpa não foi minha) uma vez que confiei “só” na contabilista da empresa, fui forçada a fechar portas.
Passaram-se desde então 3 anos e eu por cá continuei a saltar de emprego em emprego e a dizer mal de todos os patrões.
Sim, já me leram aqui ao longo destes anos todos muito mal de muito patrãozinho por aí espalhado, por melhores que parecessem no início.
A realidade é que eu não sou mais (nem menos, já agora) do que eles. Não tenho fórmulas secretas, não tenho um dom especial.
Mas, não sei bem porquê, parece-me realmente que percebo mais de TODOS os diferentes trabalhos que já tive do que os meus próprios (e vários) patrões.
Ora era o cromo da CdM que não pagava ordenados, que pedia exorbitâncias pelos serviços quando se arranjava no mercado bem mais barato (e muitas vezes melhor) mas depois comprava carros novos e fazia obras em casa e mais uma data de merdas (e me descontou do ordenado a única semana de férias que tirei em 8 meses); ora era o gordo rico que um dia decidiu abrir um restaurante porque gostava muito de comer e realmente conseguiu levá-lo (comê-lo) à falência e não sabia sequer como se punha uma mesa; ora era o pai do floquinho que criava e fechava empresas a torto e a direito, que tinha torneiras de ouro em casa mas não sabia nada de educação, de respeito e de muitas outras coisas essenciais à boa formação de uma pessoa; ora serão então os actuais.
Que sim senhora, têm vários negócios iguais espalhados pela cidade, que funcionam muito bem e bla bla bla, mas que de repente vai-se a ver e não fazem a mais pequena ideia do que se passa em cada um deles e por isso os próprios funcionários obrigam-se a inventar.
Conseguiram, em pouco mais de um mês, que lhes perdesse todo o respeito. Porque se é verdade que um patrão não tem de estar sempre no seu estabelecimento (senão não seriam necessários os escrav… funcionários), também é verdade que se ele nem sequer conhece bem o seu próprio estabelecimento (“ah, que giro, não sabia que isto existia!” ou ainda a melhor “ah, boa, já tiraram as decorações de natal” – em finais de fevereiro, ou ainda “que máquina é essa? ah, de secar a roupa? Gira!”) nem lhe põe os pézinhos uma única vez por, sei lá, MÊS???, como se pode respeitar assim?
Quando abri o meu negócio disseram-me que nenhuma empresa dava lucro nos primeiros 5 anos. Que esse seria o mínimo de tempo que teria de me aguentar e, basicamente, de me esfalfar até à morte, para que depois pudesse gozar a minha empresa, o meu negócio, a minha cena!
Quero acreditar que se não fosse a tal treta da contabilista, hoje (ao fim de 4 anos de início de actividade) a coisa estaria muito diferente. Que já teria, sim, começado a dar lucro, uma vez que a coisa estava realmente a ser bem feita.
Não me arrependo honestamente de tudo o que fiz ao longo destes 4 anos. Foram cometidos erros, mas estes foram também necessários para que crescesse (e muito) como pessoa e estivesse no ponto (de rebuçado) em que estou neste momento.
Posso afirmar, sem papas na língua, que sou uma das melhores mães que já vi no mundo. Que a minha filha é uma criança saudável, feliz, inteligente e linda que só ela. Que a relação com a minha família melhorou, que perdi bastantes amigos mas os mais importantes permanecem, que tenho o melhor marido do mundo.
E talvez, se a PAC ainda hoje estivesse aberta, eu estaria feliz profissionalmente mas a falhar numa série de campos que me tornariam uma pessoa pior.
Mas na realidade, já estava mais do que na altura de ganhar um euromilhões. Não pelo dinheiro em si. Mas pela ajuda que me daria a ter o meu próprio negócio (que não necessariamente igual).
Poderia falhar como falham todos os patrões, sim senhora, que (diz que) são humanos e tal, mas tenho cá para mim que, porra!, faria um trabalho do caralhão.
De putamadre!

Bipolar

Só pode ser. Diz que ontem deitou uma lágrima por mim. E hoje voltou (nunca deixou de estar) aos berros. Aos maus tratos. Aos abusos psicológicos. E eu à contagem decrescente… 24 days…

Still counting

Faltam 33 dias para entrar em mais que merecidas férias. Hoje o Guru decidiu que eu tinha de dominar a arte e perícia de trabalhar em Flash só porque sim…

Contagem decrescente

38 working days… and counting.