30 de Junho

Acabei de passear a cadela durante 2 horas numa noite quente e com as ruas desertas. O bicho tem mais medo das sombras do que eu, o que quer dizer que no que depender dela, bem me podem atacar à vontade.

O meu pai faz hoje 67 anos. Nunca pudemos festejar a passagem dele para os 60, mas vou imaginando festas na minha cabeça.
Aqui, tudo é perfeito.
Ele está vivo, alegre e com os bolsos do casaco tão cheios que a minha mãe tem de os coser constantemente.
Na minha cabeça nada mudou.
As terças à noite continuam a ser a noite em que ele sai, os sábados e domingos de manhã são quando ele vai comprar o Público e o Expresso num passeio que parece uma eternidade.
Todas as noites quando chega a casa bebe um whisky antes de jantar e reclama se alguém estiver no lugar dele do sofá, aquele que tem a mesa ao lado onde ele pode controlar o comando, o cinzeiro, o copo.
Há noites em que ele tem muita azia e por isso guarda na dispensa umas latas de leite condensado porque lhe aliviam aquilo que é uma maravilha.
O colo dele continua a ser o melhor do mundo, o cheiro dele o mais fantástico e as mãos dele parecem aliviar qualquer sofrimento do mundo quando me tocam no cabelo.
Vai a todos os jogos do FCP em casa, no seu lugar anual que já tem há mais de 20 anos.
E adora novelas brasileiras, e sorri quando alguma cena mais romântica do episódio o emociona.
Tem um problema grave nas unhas dos pés, é sempre um martírio para cortar aquilo e nos últimos anos ganhou uma barriga jeitosa, que chama de curva de felicidade.
Quando fazemos férias adora ir para a água. No primeiro dia nada demasiado, o que lhe provoca sempre um problema num ombro e que faz com que não possa nadar o resto das férias. Mas aproveita-as sempre bem, com excursões, visitas a museus, restaurantes chiques, tudo bem catalogado com os rolos de fotografias que vai tirando.
O meu pai tem um monte de expressões que usa diariamente, normalmente em italiano, e já adivinhamos quando as vai dizer. Dizemos todos em coro, rimo-nos e chamamo-lo de previsível.
Faz parte…
O meu pai ressona muito alto e às vezes nem consigo adormecer com isso.
Mas hoje a casa está muito silenciosa.
E adormecer agora custa ainda mais…

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I…

… am…

… so…

…blue…

Tradução fantástica – 27 Junho 2009

– Don’t take this the wrong way, but after 800 pictures, you don’t look pretier

– Não entenda isso de maneira errada, mas você em fotografias, não fica muito bem!

Love and other disasters…

love

love 2

Retirado daqui…

Adeus

Nunca fui boa em despedidas, por isso fica a frase que o PP disse ontem/hoje, por volta da meia noite:
“Deu-nos alguns dos melhores momentos da nossa vida”.
E é verdade, sim senhor. Num dia em que a internet fica marcada pelas referências a MJ, não podia fugir à regra, visto que sou verdadeiramente uma Maria-vai-com-as-outras.
Ao som do Michael dancei, ri-me, inventei novas rimas em português, vivi alguns dos melhores momentos da minha vida.
Gostava mais do MJ preto do que do branco, é certo, mas o Rei do Pop nunca perderá esse estatuto e duvido muito que algum álbum alguma vez na vida ultrapasse o seu Thriller.

E dificilmente alguma música me fará saltar da cadeira mais depressa do que o faz o Blame it on the boogie.

Retards

Bolas, chorei a rir com esta foto!!! 😀

retards

Amor

E ela, a dormir, abraçou-se a mim e disse “O que é que eu fazia sem ti?”

Não, meu amor, o que é que EU faria sem ti…