Sol

Desde que comecei a trabalhar que só vejo o sol umas 2 horas por dia e isso faz-me falta.
Não que antes visse muito mais, quando estava enfiada no sofá o dia todo, deprimidíssima, não o via mas não lhe sentia a falta.
Sexta feira passada “despeguei”, como sempre (you wish! quantas vezes já ficaste até às 19?), às 18.30. E, como sempre, era de noite.
Hoje saí às 18.30 e era de dia.
E sorri, liguei à E., pus a música mais alta e vim a curtir até ao Porto.
Venha daí o Verão!!! 😀

O trânsito que não se percebe

(Podia muito bem ser um post sobre a MG e a sua hora de ponta, mas de facto isto aconteceu-me hoje de manhã na tão adorada VCI…)

08.45 da manhã.
VCI completamente parada. Um trânsito que não se aguenta. 20 minutos para fazer 2 km…
Sem rádio no carro, vou ouvindo o ipod, mas este não me dá informações sobre eventuais acidentes.
Penso
“estou fodida, nunca mais me safo assim”
Pára. Arranca. Pára. Arranca. And so on and so on…
Um quilómetro mais à frente os carros andam livremente (tipo os putos, bando de pardais à solta), sem parar, sem trânsito, sem confusão (sem talões nem cartões nem promoções).
Ou seja, de um momento para o outro, o trânsito desaparece, sem nenhuma razão aparente (para sequer ter começado).
Assim cheguei a tempo ao trabalho. A tempo de esperar uma hora para que me abrissem a porta.
Same old, same old…

Tradução do dia (16.Fev.2011)

– Looking for work?
– Olhando para o trabalho?

Oh meu deus!

A Ruinzeta (de quem falei há bem pouco tempo atrás comparando-a com a Áurea) descobriu-me no FB. Tantos anos de conversa para pôr em dia!!!

Para ele


Não há Almodovar nem Luz Casal que não me lembrem dele….

10 anos

Inserindo novamente o teor triste neste blog (prometo que não é por muito tempo), há 10 anos atrás estava, a esta mesma hora, no Labirintho.
Era um domingo à noite (11 para 12 de Fevereiro) e eu estava com uns amigos de um dos 2 empregos que tinha na altura (Optimus).
Nesse domingo tinha-me deitado ao meio-dia.
Trabalhava, também, no Mau Mau, fui sair depois do trabalho até às tantas e no meio do pequeno almoço decidimos ir até à praia porque, apesar de ser Fevereiro e estar um frio desgraçado, o dia estava lindo.
Nesse domingo à hora de almoço o C. enviou-me uma sms a dizer “Há dias quase perfeitos. Um beijo cariño”
E à noite, recuperadíssima, meti-me nos copos e atrevi-me a falar sobre isso. Sobre dias quase perfeitos.

Cheguei a casa por volta das 2 da manhã. Encontrei a minha mãe e o meu pai na cozinha.
“Que se passa?”
“É a chata da tosse que não passa”
Deitei-me, com o pensamento dos dias quase perfeitos.
Acordei, 2 horas mais tarde.
Depois de choros, berros, gritaria, o meu pai morreu-me nos braços.
Vi-o desaparecer à minha frente. Para nunca mais voltar.
E morro de saudades.

(Este é, sem dúvida alguma, o post mais pessoal que alguma vez escrevi. Fi-lo no sofá da sala, de copo de whisky na mão e cigarro aceso. Como me lembro do meu pai. E choro que nem um bebé. O dia 12 de Fevereiro é o dia mais triste de sempre.)

Job

1º dia de emprego a correr maravilha.
Fui pro no PHC, facturas, recibos, encomendas, ordens de pagamento.
Propostas para enviar a clientes, sozinha, fiz 5.
Sou boa nesta merda.
Horário de saída: !8.30, digo eu
“F., se não precisar mais de mim, tenho mesmo de sair agora, preciso de ir aos escritórios da Maia Transportes que fecha às 19 para tirar o passe mensal”.
Telefona o boss passado 5 minutos:
“Oh M., o F., disse-me que ia tirar o passe para a carreira?”
“É verdade, sr Engº, a minha mãe precisa do carro durante o dia”
“Mas oh M., eu quero empregados motivados, não cansados. Se não se importar de conduzir um Peugeot, eu dou-lhe um carro da empresa”

E tudo isto no primeiro dia! 😀