Acidentes domésticos 


Hoje foi uma tablete de toblerone. Agora que já não estou exclusivamente a dar de mamar a coisa torna-se complicada… Além do mais o plano de meia hora de corrida por dia (na passadeira, o objetivo é em agosto conseguir correr 5km sem parar e lá para o final do ano novas aventuras) não pode ser cumprido religiosamente porque nem sempre o miúdo tem babysitter.

Assim não vamos lá amigos, assim não! 

Ahahahahahahahah

Eu ando tão cansada que esta noite, ali entre a mamada das 3 e a das 7, sonhei que dormia a noite toda!!!! Ahahahahahahahahah sonhei com isso!!!! 

Rebelião 

E ao dia 21 de maio de 2016 eu disse CHEGA! Libertem as minhas mamas!!! 

Andava desesperada, o herdeiro comia quase de hora a hora e eu tinha dores insuportáveis. Sim, o leite materno é o melhor alimento do mundo. Sim, até aos 6 meses não devem tomar doutro. Sim, devemos amamentar até eles fazerem 2 anos. Sim, a enfermeira da preparação para o parto é que tem razão, mais vale um biberão dado com amor do que uma mama dada com dor. E atenção que ela é toda pro-amamentação! 

Eu não aguentava mais, a sério! Aguentei quase 3 meses sem grandes queixas mas a ultima semana foi insuportável. Por isso toca de ir à farmácia comprar biberões, leite, termos, aquecedor, tudo!

Aos 3 meses é suposto beberem 120 a 180 ml. O herdeiro anda pelos 85ml e deita sempre um bocadinho fora depois. Além disso, os intervalos não passam muito das 2 horas, 2:30. E não parei de lhe dar o peito totalmente! (Ainda esta noite não me estava a ver, sozinha, a ir preparar um biberão às 4 da manhã)

Mas foi um alívio enorme poder alternar mamadas com biberões. As meninas agradeceram imenso, até já nem estão doridas e só passaram umas 15 horas.

O negativo da coisa? Três pontos importantíssimos:

– parando de amamentar volta a menstruação (para quem não a tem há um ano isto é terrível)

– parando de amamentar já não estou a gastar tantas calorias o que quer dizer que já não me posso lambuzar com um Napoleão por dia

– as minhas mamas estão a desaparecer…

Em pé de guerra

Se um dia ficasse fechada num quarto com a cria sem qualquer ligação ao mundo exterior e nos dissessem só saem daí quando resolverem tudo acho que ficávamos lá uns anos. Eu sei que tenho traumas, que tenho macacos na cabeça, que tenho muita coisa recalcada que me impede de avançar na vida. Mas ela é tão nova para sentir tanta frustração!!!

Hoje estivemos com a psicóloga que a ajudou a fazer aconselhamento vocacional, para decidir o que fazer no futuro. Acho que já o disse aqui, acho quase um crime terem de decidir com 14 anos o que vão fazer o resto da vida. Mas tem de ser feito, e todas as ajudas são poucas.

O que se retirou daquela hora foi choro, frustração, alguns exageros como a minha família não me conhece. Custa-me vê-la tão triste, tão frustrada, tão perdida. Gostaria de apoiá-la no que fosse preciso mas para isso precisava de saber que é uma coisa que ela quer e não uma coisa que as amigas vão fazer. Porque basicamente é disso que se trata. Quer ir para a escola X porque a amiga vai ou para a área Y porque os amigos vão.

Da confiança (e falta dela)

Nunca fui de partilhar as coisas com a minha mãe. Principalmente em adolescente, as coisas eram faladas com as amigas ou com os caderninhos onde escrevia os meus pensamentos. Na minha família nunca houve tabus mas também nunca houve abertura para conversas frontais e sobre todo o tipo de assuntos. Quando engravidei da cria sempre pensei que, ao ser uma mãe “nova”, existiria aqui uma relação muito mais cúmplice. Que não teríamos segredos, que poderíamos falar de tudo. Tentei sempre mostrar-lhe isso, que pode confiar em mim e contar-me tudo o que quiser e perguntar tudo também.

Tenho aprendido ao longo do tempo que nada disto interessa. Que a mãe é simplesmente a mãe e que há assuntos que não se falam com ela. Não me contou que ela e o namorado terminaram, não me contou que a amiga lhe partiu o vidro do telefone e andou uma semana a dar-me desculpas do tipo “estou sem bateria”. 

Custa-me saber as coisas pelos outros. Custa-me que esta relação especial que tentei construir não seja tão especial quanto isso. Custa-me que ela não me veja como eu sempre imaginei que veria….

Dupla personalidade 


O herdeiro, quando acorda de manhã, é o bebé mais bem disposto do mundo. Todo ele é conversa, sorriso, boa disposição. Dá gosto, às 7 da manhã, ver um bebé tão feliz.

O herdeiro, quando é hora de dormir à noite, é um monstro que não sei bem de quem é filho. Chora que se desunha, grita e nada o acalma. São sempre 2 horas de pesadelo em que não sabemos que mais fazer.

Comprei infacalm na farmácia. Já me tinham falado bastante disso (principalmente da versão que se vende no Reino Unido, o infacol) e dizem que as cólicas desaparecem. Pois que estou à espera, sim. Ontem começou o berreiro por volta das 23 e só parou às 2 da manhã.

Ele chora, nós ficamos nervosos e a certa altura estamos todos descontrolados. Eu sei, é a única maneira que ele tem de comunicar connosco, o choro. Mas já não aguento mesmo! Todas as noites? Sessões de choro non stop?

Hoje à tarde vou ter uma sessão de “massagens para bebés” no centro de saúde. Vamos ver se faz algum efeito e se aprendo como aquilo se faz para poder ter uma noite descansada. 

(Estou a escrever este post há não sei quantos dias, tirando a parte do infacalm e das massagens que é “de hoje”.  Por isso está tão mal escrito e tão mal terminado. Acho que o meu cérebro já não sabe como isto se faz…) 

Bacon, pode ser!

O título deste post era para ser “vacinas”, mas o corretor ortográfico do meu telefone decidiu trocar para bacon, então achei melhor manter.

O herdeiro hoje foi tomar as vacinas dos 2 meses (e mais uma extra que nós vamos fazer algumas extra plano nacional de vacinação). Já me tinham avisado que poderia dar febre e irritabilidade. Já me tinham dito para dar benuron. Mas não me tinham dito que ele ia estar tão infeliz. O rapaz chora como se lhe estivessem a espetar as agulhas agora e já passaram 10 horas. Nota-se que é um choro de dor e nada o acalma. Adormeceu há hora e meia e ainda está a soluçar…  Tenho o coração muito apertado e não há nada que possa fazer para o ajudar!

Noutro registo, hoje fui ver uma casa. Sim, eu mudei de casa só há 5 meses, mas nunca estivemos satisfeitos. A casa é escura, fria, tem montes de problemas de “casa velha” e sair daqui era uma benção. Uma vez mais vou fazer uma proposta à santa casa (perdi a casa que queria por 150€ ou 200€ da última vez) e vamos ver se cola.

Vai ser chato ter de mudar tudo de novo e não estou convencida que aquela é a casa dos meus sonhos (já conheço a casa dos meus sonhos, é da irmã de um amigo meu), mas para melhor muda-se sempre, não?