Odeio-te!!!

O que mais me custa na morte do JM não é o facto de ter ido cedo demais.
Não é o facto de ter desaparecido (mais) uma excelente pessoa.
O que me está a corroer por dentro é saber que o vi uma hora antes.
E que não o vi bem, mas nem parei para perguntar se precisava de alguma coisa.

Dos dias assim…

Acordar e ver pelo telemóvel que a colega do turno anterior não fez o que lhe competia.
Chegar ao trabalho e perceber que fez ainda muito menos que isso.
Ter de fazer o trabalho de 2 turnos num só.
Descobrir que os 6 italianos que até eram simpáticos e bem educados partiram metade do quarto. Ter o dobro do trabalho para um só turno, o quádruplo para os dois.
Vacas das francesas que nunca lavam a louça que sujam. Temos máquina, plo-amor-da-santa!!!

Eu gosto de ir trabalhar. Juro que sim. Mas há pessoas que me tiram do sério de uma maneira que me faz desejar não pôr mais lá os pézinhos.
Quero muito acreditar que o “encerramento para obras” em agosto seja só mesmo para obras. Não posso ficar desempregada outra vez.
Este ano é “o ano”.