Querido Pai Natal (a.k.a. Pinto da Costa):

Este ano portei-me muito bem.
Está certo que não comi sopa todos os dias mas também não abusei dos doces.
Não insultei muito quem muitas vezes merecia (pelo menos pela frente), não atropelei ninguém e não bati em criancinhas (que tantas vezes o mereceram).
Não fui à missa (jogos do FCP) todas as semanas, mas acompanhei sempre os resultados e nunca perdi a fé mesmo quando parecia que tudo era impossível.
Por isto e muito mais, Pai Natal, queria muito muito muito pedir uma prenda. Não é nada de especial mesmo, e nada que seja impossível.
Aliás, tenho 100% de certeza que não sou a única a pedi-lo, por isso vê se juntas umas quantas adeptas no mesmo saco e assim nem tens de dar muitas voltas para despachar as prendas.

Pai Natal, a partir de Janeiro, faxabôre, queria isto:


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Menos Paloma, menos…

A Paloma (nome totalmente fictício já que não estive para lhe perguntar o nome) é manicure.
Deve ter uns 20 e poucos anos, é loira oxigenada com extensões e tem umas unhas de metro e meio ou mais. Passei no salão dela de manhã, já que fica em frente ao meu escritório e o meu verniz estava a estalar todo e perguntei-lhe
– Oh Paloma, não tenho muito tempo para almoçar. Se passar aqui à uma e meia tratas aqui das garras num instante?
– Ah, claro que sim.
E pronto, à uma e meia lá estava eu, entregue às mãos da moça. Não se portou tão bem como a minha querida Amélia (nome não fictício, que me arranja as unhas há anos) mas a coisa estava a correr bem, tirando a banda sonora que parecia um programa do Cidade By Night dos anos 90.
Toca a escolher a cor,
“ah essa é muito gira, venha ela”
e nisto são 2 horas e eu estou mesmo mesmo em cima da hora e tenho de ir.
Diz a Paloma que falta só uma coisinha e eu lá lhe estendo as garras outra vez, convencida que, tal como a Amélia, a Paloma se tinha lembrado de pôr secante no verniz.
Pois não é que quando olho a p*ta da Paloma tinha decidido desenhar (e muito mal) nas unhas dos 2 dedos anelares?
Assim? À socapa? Sem eu pedir nem dar autorização?
Palomita, querida, não estivesse eu atrasadíssima e tinhas levado uma rabecada à séria e tinha-te obrigado a tirar o verniz de todas as unhas.
Não escapou um “não, não gosto” e um “acabou de estragar tudo e perder uma cliente”.
E agora todos os dias tenho de olhar para a cara dela e pensar nestas unhacas…

(Como sempre a foto está uma merda, mas para o que é, bacalhau basta)

O amor é lindo

Que dizem que o é.
Ora vejamos: eles, a sair do metro, de mão dada, à minha frente. Ela, à volta dos 15/16 anos. Ele, à volta do 18.
Não sei bem o que se passou (não ando propriamente a ouvir as conversas dos outros) mas ela fica com motivos para lhe dar uma valente tanga. E por isso mesmo, fá-lo. E ri-se muito, dá dois passos para o lado (nesta altura esquece o “mão dada”) e volta a gozar.
Ele? Cospe-lhe em cima. E ela continua a gozar e eu nesta altura acho que é melhor ultrapassá-los, não vá levar com nada em cima.
O desfecho da história não conheço, mas espero que tenha acabado com umas lambadas bem dadas. Aos 2.

A Carmen

A Carmen tem 4 anos e uma leucemia mieloblástica aguda.
Precisa urgentemente de um dador de medula e até ao momento ainda não encontrou dador compatível.
Vamos ajudar?
Próximas colheitas:
LISBOA 26 e 27 De Novembro (9h às 19h) – Escola Superior de Enfermagem (No Hospital de Sta. Maria)
PONTE DE LIMA 27 de Novembro – Associação Empresarial de Ponte de Lima/ Largo da Associação Empresarial
LEÇA DA PALMEIRA 27 De Novembro (15h às 19h) – Agrupamento de Escolas E.B.1 J.I. da Amorosa, R. Óscar Silva
MAIA 28 De Novembro (10h-13h;14h-17h) – Salão Paroquial de Santa Maria de Avioso, Castelo da Maia
Qualquer dúvida escrevam para carmenzitapine@hotmail.com, e visitem o blog: http://carmenpine.blogspot.com/
Atenção, para ser dador é só preciso:
– Ter entre 18 e 45 anos
– Peso mínimo de 50Kg
– Ser saudável
– Nunca ter recebido transfusões
Nota: Não precisa de estar em jejum.
– É necessário apresentar o BI/Cartão de Cidadão quando se vai inscrever como dador
– Preenche-se formulário, disponível nos locais
Bora pessoal!!!!

De modos que…

Estou doente.
E já não consigo distinguir a doença física da psicológica. Não que me tenha aparecido de um momento para o outro uma esquizofrenia, mas ando a ultrapassar os limites da minha pachorra.
Como ainda não fizemos o calendário que planeamos não sei se estou na fase da TPM mas também é provável.
O facto é que de há uns tempos para cá me apetece mandar (quase) toda a gente à merda.
Amigos, família, patrões e clientes, todos estes se inserem no grupo com-mais-uma-dessas-estás-aqui-estás-a-levar-com-dois-palavrões-e-um-cartão-vermelho, o que não quer dizer que sejam todos os amigos, toda a família “and soion and soion”.
Uma pessoa mata-se a trabalhar. MATA-SE!!! Não só não agradecem como ainda, às vezes, desdenham disso.
E hoje ouvi tantas barbaridades que entrei no metro para ir para casa e comecei a chorar. Não chorei baba e ranho, só me caíram 2 lágrimas. Assim, sem mais nem menos. Bastou.
Cheguei a casa, zanguei-me com o canídeo uma vez mais, trabalhei um bocado, sentei-me no sofá e a febre começou a subir. Estou que nem me mexo cheia de arrepios, com 3 casacos, um roupão e uma manta, e a pensar se os outros não mereciam era que eu amanhã ficasse em casa a chá e bolachas e séries no computador…

I’m going slightly mad


E olha que estou mesmo… A trabalhar uma média de 13 a 15 horas por dia incluindo fins de semana, a dormir quase nada, a ver casas para alugar, a querer mimos e descanso e a não conseguir.
Vem aí o mês mais trabalhoso do ano e eu já não sei o que fazer.
Tenho saudades do namoro calmo com velas, das séries no computador, de fazer passeios longos com a cria e a cadela com conversas sobre tudo e nada.
Um dia destes perco a cabeça de vez e aí quero ver quem é que me atura!

Still of out time

Continuo sem tempo para cá vir contar o milhão de coisas que me aconteceu nos últimos tempos. Mas de vez em quando, no meio de 30 ou 40 pins, tem mesmo de se arranjar tempo para vir cá mostrar uma coisa destas: