Olha, porque não!

Liga-me o meu banco a perguntar porque não tenho lá “domiciliado o meu ordenado”…

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Cada tiro, cada melro

Mais uma que se perdeu. Desta vez foi a X. Ainda sem se saber causa da morte, foi simplesmente encontrada “sem vida em casa”.
Aquela malta está a morrer a uma velocidade assustadora. Nem sei bem o que dizer…

Desabafos

Há tempos falava com o K-com-K-pequeno ao telefone, quando ele me disse que ao fim destes anos todos ainda seguia o meu blog. E se uma parte de mim se sente tremendamente envergonhada por não dar a estes maravilhosos leitores (olha que até tenho saudades tuas gajo, temos de marcar um fds na MG) uma leitura agradável, interessante, divertida; a outra parte sente-se ainda mais envergonhada.
Porque apesar de saber que há quem leia o blog, tornei-o numa espécie de diário. Onde escrevo por duas razões muito importantes: para poder desabafar o que não tenho coragem de dizer, e para guardar certos momentos.
Ora, eu não sei honestamente se gostaria de andar a ler as queixas e picuinhices dos outros. E pensando bem nas coisas que aqui escrevo, não sei se vos interessa para alguma coisa.
Mas feita a introdução, vamos ao assunto do post propriamente dito…
Estou triste, cansada, desmotivada. Estou cansada de ver anúncios de emprego, de responder, de escrever cartas de motivação personalizadas, de não receber resposta.
E há uma coisa que me faz imensa confusão, e pela qual já passei há 2 anos aproximadamente. É horrível estar sem trabalhar. Não só em termos financeiros, que são mais do que óbvios, mas principalmente em termos psicológicos.
Acordar, passear a cadela, sentar-me no sofá, comer, passear a cadela outra vez, sentar-me outra vez, comer outra vez…
É frustrante, sinto-me inútil, desmotivada, e até tendo algumas coisas para fazer, não as faço porque não tenho vontade de me mexer.
Ora, pela segunda vez, a minha mãe meteu baixa na escola. E agora passa os dias cá em casa. Sentada no sofá a ver tv, o dia todo, todos os dias.
Não sai, não fala com ninguém, só vê televisão. E isso, além de me deitar completamente abaixo uma vez que não consigo perceber como não se quer trabalhar, frustra-me ainda mais porque, verdade seja dita, não temos a melhor relação do mundo.
Sempre chocamos muito e isso era sempre “atenuado” quando trabalhavamos. Imaginando agora as duas 24 horas por dia enfiadas em casa, só pode dar merda isto.
E as discussões grandes já começaram. E amuos, os silêncios, as vidas separadas, as refeições para um.
Estou demasiado frustrada para conseguir lidar com tudo isto de novo…

Voltamos ao mesmo

A minha mãe está de novo de baixa psiquiátrica em casa.
Nos últimos 7 dias úteis fui uma vez ao ginásio.
A A. já teve alta do IPO mas ainda está fraquinha e debilitada.
Só durante a semana passada enviei 187 CVs.
Estou cansada…

11

Há 11 anos que me salvas a vida todos os dias. Mesmo quando me fazes a cabeça em água como hoje.
Sim, apareceste no momento certo. Sim, salvaste-me mesmo a vida, não tenho a mais pequena dúvida disso.
Agora choro. Chove torrencialmente há horas, tive um dia desgastante e não me sinto com forças nenhumas.
Mas daqui a 6 horas acordamos outra vez. Um novo dia, um novo ano a celebrar.
Amo-te mais do que tudo.

Ufa….

Fazer, à pata, os convites para a festa de anos da cria, e isto para uma gaja que não tem o mínimo jeito para trabalhos manuais, é uma dose do caraças.
Estamos em tempo de crise, e esperamos que os pais betos dos amigos betos da cria não fiquem muito chocados com um convite às 3 pancadas (feito com muito amor e carinho mas que se nota tanto que é amador)…

Bolas…

A A. foi ontem operada. Tirou a tiróide por causa de um maldito cancro.
Hoje fui visitá-la e apertou-me o coração vê-la assim, frágil, pequenina, sem forças. Uma rapariga que, na sexta à noite, dançou comigo quase até ao sol raiar.
Estou triste, apesar de saber que não é um caso de vida ou morte. Não gosto desta puta desta doença…