Não há pachorra…

Se fui às noites Ritual com a cria, se saí de lá cedo porque a miúda ainda não aguenta noitadas, se disse que ia dormir à meia noite, porque carga d’água é que me telefonam às 2 da manhã??? E às 2.50?????

São 5:16 e ainda não consegui voltar a adormecer e não me cheira que o sono venha tão cedo.
De raiva, meus amigos, insónia de raiva!!!

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Chuva

Odeio.
Fico tão deprimida….

Stay positive

Passámos meses a planear uma semana de férias em Bemposta. Todos tinham a sua recordação especial daquele sítio, menos eu que nunca lá tinha posto os pezinhos.
As expectativas demasiado altas fizeram com que tudo desse para o torto. Viemos vários dias antes do previsto para o Porto por idiotices próprias de crianças e não de pessoas acima dos 30 anos.

As expectativas têm-me vindo a lixar a vida já há alguns anos.
Ouvi-o, incessantemente, nos últimos 3 anos.
“Não podes esperar tanto dos outros. Não podes desejar que o mundo se molde à tua vontade. A vida não é perfeita. Os problemas existem.”
Ouvi-o, over and over, sem perceber que o problema não é meu.
Eu posso esperar mais dos outros. Posso e devo. Porque se lhes dou um amor incondicional, não posso ficar à espera de receber só uma palmadinha nas costas.
Se é só isso que recebo, então não serei eu a errada por querer mais. São eles por não mo darem.

Ontem passei o dia no meio de fumo, cinzas e fogo. E não posso aceitar que a única função dos sapadores florestais que lá se encontravam fosse a de não deixar o fogo chegar às casas.
Por volta das 3 da manhã (já estávamos nisto há algumas horas) tinha sono, estava cansada e muito enjoada por causa do fumo.
Mas o vento mudou e espalhou ainda mais o pânico. Uma família inteira mobilizou-se para uma casa em perigo. Enchemos garrafões e baldes de água, molhámos os pinheiros, fizemos o que pudemos enquanto dois carros de sapadores florestais olhavam para nós.
“Nós só podemos intervir se o fogo chegar à casa”.
Ok, é meio válido. Não ia à casa, mas estava mesmo a chegar a um pinhal que não estava limpo e que era colado à casa. Um pinhal com árvores gigantescas. Um daqueles que se começava a arder, bem que não havia garrafões que nos safassem.
Por volta das 5 da manhã chegou um camião de bombeiros do Cartaxo. Trataram da coisa num instante às 3 pancadas e tiveram de fugir para outro foco que estava bem mais descontrolado.
Mas fizeram o suficiente para que a família, com 2 enxadas, resolvesse ali a situação.

Eu espero sempre mais dos outros. Espero sempre que os sapadores mexam o cú, esse cú regadinho com o café que lhes levei à uma da manhã.
Espero que os meus amigos me dediquem o que lhes dedico a eles.
Espero que as mensagens que recebo às 5 da manhã não sejam fruto de mais uma moca e que sejam apenas sinal de preocupação e carinho.
Quero sempre mais do que aquilo que tenho.
Hoje queria dormir visto que passei a noite em claro. E não consigo. Doem-me as pernas, os braços, as costas. Fecho os olhos e vejo chamas. Tenho a tv ligada em séries que não sigo para conseguir adormecer e nada.
Quero mais.

Still on vacation

Sim, eu sei que ando de férias há meses (quase 5 meses), mas só o facto de sair de casa para mim já é uma vitória.
E depois de uma pequena aldeia no cuzinho de Trás-os-Montes, segue-se uma aldeia na Serra da Estrela.
Sim, que a malta continua sem ganhar o euromilhões e os destinos paradisíacos terão de esperar só mais um bocadinho…

Vou de férias

E agradecia que quando voltasse o mundo estivesse mais bonito.
Podem fazer isso por mim?
Obrigadinhos.