2021

Para um novo emprego ou para um novo negócio há sempre uma pergunta no ar: onde te imaginas daqui a 5 anos?

Ora eu tenho pensado bastante nisto. Estou neste momento desempregada, apesar de ter atividade aberta nas finanças por causa dos pins. Tenho um bebé pequeno, uma filha adolescente e vivemos com o meu namorado numa casa alugada. 

A pergunta é difícil porque nos últimos meses a minha vida mudou tanto que às vezes só desejo é que o tempo ande para trás e não para a frente…  A verdade é que não sei onde estarei daqui a 5 anos. Provavelmente terei mais um daqueles empregos idiotas como tenho tido nos últimos anos. Ou não. Provavelmente teremos alugado uma outra casa mais à nossa medida e estaremos felizes. Ou não. Provavelmente a cria estará na faculdade e o herdeiro quase a entrar na primária. Ou não.

O que quero estar a fazer daqui a 5 anos?  Pela primeira vez desde há muito tempo digo não sei. 

O facto é que a única coisa que sei que quero daqui a 5 anos é a felicidade dos meus pequenos e a saúde dos meus. Porque de resto pode mudar tudo que acho que não me importo muito…

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A “vergonha” da amamentação 

A sogra (e o seu filho) “acham mal” que eu dê de mamar em frente ao N., um dos meus melhores amigos há anos e anos.  Ele até estava nas minhas costas, não viu nada diretamente, mas mesmo que estivesse sentado ao meu lado eu voltaria a fazê-lo. Não há vergonha, não há malícia, num gesto tão simples! E mais, não o estou a ver a olhar diretamente para o meu biberão natural.

Já ela, de todas as vezes que me apanhou a dar de mamar (no hospital, em minha casa, em casa dela), veio para a minha beira e olhou fixamente para o biberão enquanto falava de como o “menino comia”. E isto sim, incomoda, embaraça, envergonha. Limites?

Famiglia 

Dia 19 festejou-se o dia do pai. O primeiro do maridão, o primeiro do herdeiro, o primeiro desde há 15 anos em que tive de comprar prenda. É realmente uma experiência completamente diferente para mim quando o pai faz parte da equação familiar. E com o pai a sua respectiva família, claro.

Ora, eu venho de uma família (cada vez mais) pequena. A base para os almoços e jantares, para as festas, para os natais, etc, são 10 pessoas, e isto já contando com a cria e a namorada de um primo. Já do outro lado há toda uma família cheia de gente, tantos que nem sei os nomes deles todos. E dividir o herdeiro com essa gente toda é difícil. No próximo fim‑de‑semana é a páscoa, e começou agora o dilema “na tua mãe ou na minha?”. Como do meu lado não ligamos grande coisa a isso, vamos à dele. Mas isto é o princípio de tudo. Porque não me imagino a passar o natal longe dos meus. Por mais que não ligue à festa, por mais disfuncional que a minha família seja, é com ela que eu passo essa festa.

Não quero mais obrigações familiares do que as que já tenho. Não quero ter de ir todas as sextas jantar a casa do sogro só porque sim. Não quero ter de festejar certas coisas da outra família só porque “é festa”. Do meu lado da família festejam-se 5 aniversários por ano, do outro serão 50…

Gosto genuinamente de muitos elementos dessa gigante família, don’t get me wrong, mas não são os meus. Nunca serão. Os meus são disfuncionais, chatos, arranjam stresses quando não deviam, comem e bebem demais. São pouquinhos e têm noção disso, o que faz com que aproveitem mais as poucas ocasiões que há para estarem juntos.

Tenho de começar a destilar estes sentimentos negativos que se formam de dia para dia ou isto ainda passa para o leite… 

😞

  
Tudo seria tão mais fácil…

Ter um bebé em casa é uma coisa maravilhosa. Sim, eu ando sempre cansada e sim, de 3 em 3 horas tenho de sacar de uma mama e depois mudar uma fralda. Sim, as noites são difíceis, o rapaz gosta mais de estar acordado quando o sol se põe (apesar de não chorar) e sim, às vezes ele chora e não conseguimos perceber porquê…

Mas o amor que sentimos por ele é indescritível. Horas e horas a “adorar o menino”, milhares de beijos dados em apenas 18 dias, sorrisos fáceis e conversas tontas.

O problema é que acho que gostamos tanto dele que criamos mau estar aos outros. Tenho tentado não pôr a cria de parte, inseri-la nos meus tempos livres (que não são muitos), conversar com ela e às vezes só mesmo ficar no mimo. Mas o maridão desenvolveu ali um sentimento que não me agrada. Está 100% focado no herdeiro, o que quer dizer que não sobra nada para ela. Ontem ao jantar ela dizia (com os 3 à mesa) ele está seco comigo. E eu não sei o que é pior, se o facto de ele não negar, se o facto de não ser a primeira vez que ela se queixa, se o facto de ela sentir isso. Partiu-me o coração e não consigo lidar com isso.  

Ao mesmo tempo o maridão também me perguntou se tinha desenvolvido alguma coisa contra a mãe dele. Porque a fomos visitar na 5a e eu estava com má cara. Não tenho nada contra a minha sogra. Apesar de achar que é um bocado metida é que usa cremes a mais para quem está com um bebé (se o cheiro me incomoda a mim, imagino a um bebé que nem um mês tem) e de achar que exagera sempre em tudo o que tem a ver com o menino (é a primeira vez que o vejo de olhos abertos é uma frase que já ouvi várias vezes da boca dela).  Ok, se calhar parece menos do que “não tenho nada contra a minha sogra”. Mas é a verdade. E não, não estava com má cara por estar em casa dela. Sei lá porque é que estava com má cara! Vocês experimentem dormir 6 horas às pinguinhas por noite e depois apresentem-se com boa cara que eu quero ver…

Mas a verdade é só uma. A sogra não vive connosco (apesar de já se ter oferecido para vir cá dormir umas noites na cama de solteiro que está no quarto do baby) e apesar de ser família não é parte do nosso núcleo familiar. Já a cria é diferente. Vive connosco, dorme connosco, é tão parte de mim como o herdeiro que ando a curtir. E se ela não se sentir bem na família que estamos a criar, eu também não me vou sentir bem. E se isso acontecer não vai ser fácil dar a volta.

Saudades 

Principalmente depois de jantar custava-me muito levar o canídeo à rua para fazer as suas necessidades. Mas ando com tantas saudades dela que dava tudo para a ir passear agora… 

A relação dela com o herdeiro é de desconfiança. Se ele está a dormir, não lhe liga puto. Se ele geme, resmunga, chora ou mama, ela fica em pânico, como quem diz mas que raio é isto???

Os animais são como nossa família e eu sei que ela está muito bem em casa da avó. Mas morro de saudades todos os dias… Tenho o coração muito apertadinho…

Feitas as (outras) contas

Quando publiquei o último post verifiquei que tinha uma categoria chamada “peso”.  Ora isto é motivo para escrever um outro post!

Peso pre-gravidez: 70kg

Peso aos 9 meses de gravidez: 68kg

Peso 5 dias após ter parido: 60kg

Vai ser difícil manter isto. Por uma razão muito simples… Ao amamentar estou a gastar muitas calorias e por isso como como um animal. Quando parar a amamentação como é que o estômago vai reagir a menos comida?