A marcha das gajas 

No passado dia 21 de janeiro aconteceu, nos EUA e também um pouco pelo mundo, uma “woman’s march”, em que as mulheres mostraram a sua revolta por sentirem que não têm os mesmos direitos que os homens. E, apesar de eu concordar com isso em muitos e diferentes aspetos, nunca pensei em, por exemplo, juntar-me à marcha, por não me sentir tão discriminada como outras mulheres. 

Eu sei, devíamos lutar por todas, mas em Portugal não se fez grande coisa, e eu até tive o 1o aniversário do E. e depois ainda vim para casa cozinhar para 6 (família do R.)

São desculpas estúpidas. Devíamos ter todos os mesmos direitos e devíamos ter todos os mesmos deveres. 

Mesmo assim sou eu quem se levanta mais cedo. Sou eu quem se arranja com o herdeiro ao colo para que o pai possa dormir, tomar banho, vestir-se sossegado. Sou eu quem faz as compras e decide quem come o quê e quando. Sou eu quem cozinha para o herdeiro e para nós. 

Ando muito cansada, doente (há 3 dias que não sei o que é respirar pelo nariz e todas as coisas maravilhosas que as constipações trazem), e mesmo assim faço tudo.

Menos a cama. Disso trata ele. 😀 

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